Göbekli Tepe: o templo mais antigo do mundo em Şanlıurfa — guia da UNESCO

Göbekli Tepe: o templo mais antigo da humanidade nas colinas de Şanlıurfa

Göbekli Tepe é um sítio arqueológico no sudeste da Anatólia que revolucionou completamente as noções científicas sobre o surgimento da civilização. Situado numa colina baixa a 15 quilómetros da cidade de Şanlıurfa, este complexo de megálitos em forma de T, com cerca de 11 500 anos, é considerado a construção de templo mais antiga conhecida pela humanidade. Göbekli Tepe é cerca de seis milénios mais antigo do que Stonehenge e mais de sete milénios mais antigo do que as pirâmides egípcias. A inclusão do monumento na lista do Património Mundial da UNESCO em 2018 consolidou o seu estatuto como uma das descobertas arqueológicas mais importantes do século XXI e tornou-o um destino obrigatório para todos os que se interessam por arqueologia pré-histórica, arquitetura megalítica e história primitiva da humanidade.

História e origem

A colina foi avistada pela primeira vez por uma expedição arqueológica turco-americana já em 1963, mas na altura foi erroneamente confundida com um cemitério medieval devido aos fragmentos de calcário que se projetavam do solo. A verdadeira descoberta ocorreu em 1994, quando o arqueólogo alemão Klaus Schmidt, do Instituto Arqueológico Alemão, inspecionou novamente o local e percebeu que se tratava de um monumento intacto do Neolítico pré-cerâmico. As escavações sistemáticas começaram em 1995 e continuam até hoje, sob a direção de arqueólogos turcos e parceiros internacionais.

As datações científicas por radiocarbono situam as estruturas mais antigas de Göbekli Tepe por volta de 9600 a.C., o que corresponde ao final da última era glacial. Isto significa que os grandiosos círculos de pedra foram construídos por caçadores-coletores ainda antes de o homem ter dominado a agricultura, domesticado animais e cozido o primeiro pote de barro. A descoberta refutou a teoria clássica, segundo a qual a arquitetura ritual complexa só poderia ter surgido após a revolução neolítica. Klaus Schmidt formulou uma ideia fundamentalmente nova: talvez tenha sido precisamente a necessidade coletiva de construção e ritual que levou as pessoas a um modo de vida sedentário, e não o contrário. Mais tarde, surgiram em torno de Göbekli Tepe os primeiros povoados agrícolas da região, e alguns investigadores associam a domesticação do trigo de grão único às comunidades que se reuniam junto a este monte sagrado.

A construção decorreu em várias fases ao longo de cerca de um mil e quinhentos anos. A certa altura, por volta de 8000 a.C., o complexo foi deliberadamente coberto com terra e entulho — as razões para este «enterramento» ritual continuam a ser um mistério. Foi precisamente graças a esta camada de entulho que as estelas de pedra se conservaram na perfeição até aos nossos dias.

Nos últimos dois décadas, os trabalhos arqueológicos na colina e nos sítios vizinhos de Karahan-Tepe, Sayasy-Tepe, Köribtepe e Tellereci-Tepe revelaram que Göbekli-Tepe não era uma maravilha isolada, mas fazia parte de uma vasta rede de centros rituais e sociais do final do Paleolítico Superior e do início do Neolítico no sudeste da Anatólia. Estes sítios, reunidos em publicações científicas sob o nome de projeto «Taş Tepeler» («Colinas de Pedra»), demonstram uma impressionante unidade de linguagem arquitetónica: pilares em forma de T, cercas circulares, relevos animalísticos. Esta distribuição aponta para a existência de uma região cultural com crenças comuns, práticas rituais e, possivelmente, até mesmo um proto-sacerdócio. Os investigadores contemporâneos salientam especialmente que, sem ter em conta este contexto mais amplo, não é possível compreender corretamente Göbekli Tepe. Além disso, dentro do próprio monte foram identificadas as chamadas «pequenas cercas» — pequenos recintos quadrados que poderiam servir para práticas rituais individuais, enquanto os grandes círculos se destinavam a cerimónias coletivas, possivelmente ligadas a fenómenos astronómicos e migrações sazonais.

O que ver e a arquitetura

Göbekli Tepe consiste numa série de recintos circulares e ovais, no centro dos quais se erguem enormes pilares de calcário em forma de T, com até 5,5 metros de altura e pesando até 16 toneladas. Ao longo do perímetro das cercas encontram-se colunas adicionais, ligeiramente menores, integradas numa parede de pedra. Atualmente, estão abertas ao público quatro cercas principais, designadas pelos arqueólogos pelas letras A, B, C e D, e o número total dessas estruturas, identificadas por prospecção geomagnética, ultrapassa vinte.

A cerca D — o coração do complexo

A cerca D, a mais impressionante e a melhor preservada, demonstra toda a grandiosidade artística dos mestres neolíticos. Os seus pilares centrais estão decorados com baixos-relevos de raposas, cobras, javalis selvagens, grous, escorpiões e aranhas. A forma em T dos pilares é interpretada como uma figura estilizada de um ser humano: em algumas colunas, distinguem-se braços, um cinto e até mesmo uma tanga. Isto permite supor que não estamos perante meros suportes, mas sim imagens antropomórficas de antepassados, divindades ou heróis mitológicos.

Arqueoparque e cobertura protetora

Desde 2018, foi erguida sobre a escavação uma cobertura moderna em forma de tenda, feita de madeira laminada e tecido de membrana, que protege o calcário frágil da chuva e do sol. Os visitantes circulam por passarelas de madeira especialmente construídas, das quais se desfruta de vistas panorâmicas sobre os dois principais campos de escavação. O percurso foi concebido de forma a proporcionar vários miradouros estratégicos, permitindo apreciar a escala e os detalhes de cada cerca.

Museu Arqueológico de Şanlıurfa

É lógico combinar a visita a Göbekli Tepe com o Museu Arqueológico de Şanlıurfa, situado na cidade. Nele estão expostos baixos-relevos autênticos, a estátua «Urfa Man» — a mais antiga representação conhecida de um homem em tamanho real no mundo — e uma reconstrução em tamanho real de uma das cercas. Sem uma visita ao museu, o panorama do mundo neolítico desta região fica incompleto.

Cercas A, B e C

Para além da impressionante cerca D, os visitantes podem ver outras três grandes estruturas. A cerca A contém estelas com relevos de serpentes e criaturas arácnidas, a cerca B é conhecida pela estela com a imagem de uma raposa na cintura de um pilar antropomórfico, e a cerca C destaca-se pela sua escala: as suas colunas centrais estão entre as mais maciças já encontradas. Os pavimentos de madeira foram concebidos para que o visitante compare sucessivamente os estilos dos relevos e os traços artísticos das diferentes «escolas» de escultores que trabalharam em Göbekli Tepe em diferentes períodos da existência do complexo. O percurso também permite avaliar a dimensão das pedreiras e imaginar como é que blocos de várias toneladas eram transportados até ao local de instalação. Segundo estimativas dos investigadores, só para transportar um único pilar podiam ser necessárias até 500 pessoas em simultâneo, o que, por si só, revela a complexa organização social da sociedade de caçadores-coletores.

Factos interessantes e lendas

  • O nome «Göbekli Tepe» significa, traduzido do turco, «colina barriguda» — era assim que os camponeses locais chamavam à forma arredondada característica da elevação muito antes da sua descoberta científica.
  • Os pilares foram esculpidos em rocha calcária maciça numa pedreira localizada a apenas algumas centenas de metros do complexo. Uma das estelas inacabadas, com cerca de 50 toneladas, ainda se encontra na pedreira — nunca foi separada da rocha-mãe.
  • As imagens esculpidas de raposas são as mais frequentes e, na opinião dos arqueólogos, podem ter desempenhado o papel de espírito totémico ou protetor para uma das comunidades construtoras.
  • Numa das estelas está gravado um símbolo invulgar, que lembra uma bolsa com alça; «bolsas» semelhantes aparecem na iconografia de culturas antigas da Mesopotâmia, da América do Sul e da Nova Zelândia, o que dá origem a inúmeras hipóteses alternativas.
  • Na opinião de Klaus Schmidt, Göbekli Tepe funcionava como um centro ritual regional, onde se reuniam diferentes grupos de caçadores-coletores, e foi precisamente a necessidade de alimentar os construtores que os pode ter levado a experimentar com o trigo selvagem.

Como chegar

O principal ponto de transporte para a viagem é a cidade de Şanlıurfa, até onde o mais conveniente é voar num voo doméstico de Istambul ou Ancara para o aeroporto GNY (Şanlıurfa GAP). Do centro da cidade até ao monumento são cerca de 18 quilómetros por uma boa estrada asfaltada; a viagem de táxi demora 25 a 30 minutos. Na época de verão, partem autocarros regulares da estação rodoviária central para o parque arqueológico. À entrada, existe um grande parque de estacionamento, uma zona de bilheteiras e um centro de visitantes com um curta-metragem sobre as escavações. Um pequeno autocarro elétrico faz o trajeto entre o centro de visitantes e a escavação, uma vez que a subida a pé sob o sol pode ser cansativa. Para os viajantes da Europa e dos países da CEI, é conveniente uma ligação via Istambul ou Ancara: os voos internos na Turquia são baratos e regulares, e o aeroporto de Şanlıurfa está equipado com toda a infraestrutura necessária para turistas internacionais. Alugar um carro em Şanlıurfa permite combinar de forma flexível Göbekli Tepe, Harran, Karahan Tepe e os monumentos vizinhos numa única viagem e, se desejar, continuar o percurso até Diyarbakır, Mardin ou mesmo Nemrut Dağı, uma vez que o sudeste da Turquia está bem servido por boas autoestradas.

Dicas para o viajante

A melhor altura para visitar é a primavera (abril–maio) e o outono (setembro–outubro), quando a temperatura se mantém dentro de limites confortáveis, entre 18 e 26 °C. No verão, na Anatólia Sudeste, o termómetro ultrapassa facilmente os 40 °C, por isso, em julho e agosto, vale a pena chegar de manhã cedo, logo à abertura, ou mais perto do pôr do sol. Leve consigo um chapéu, protetor solar e pelo menos um litro de água por pessoa, apesar de haver um pequeno café no local.

Para visitar as escavações, incluindo todos os miradouros, conte com cerca de 1,5 a 2 horas. Se planear uma visita combinada ao Museu Arqueológico de Şanlıurfa e um passeio até aos lagos sagrados de Balyklygöl, no centro da cidade, serão necessárias cerca de 6 a 8 horas para o dia inteiro. Tenha em atenção que é permitido fotografar no interior das escavações, mas a utilização de drones requer autorização prévia da administração. Não se esqueça de calçado confortável com biqueira fechada — os pavimentos de madeira são bastante confortáveis, mas o solo à volta é, por vezes, pedregoso e solto. Na época de verão, vale a pena levar toalhitas húmidas e um leque portátil, e na época de transição será útil um casaco leve, uma vez que no planalto aberto sopra frequentemente o vento da estepe. O café no centro de visitantes oferece bebidas, petiscos leves e lembranças locais, incluindo álbuns de qualidade e livros de divulgação científica sobre o monumento.

Ao planear a viagem, tenha em conta que Göbekli Tepe está em constante desenvolvimento como destino turístico, e que o horário de funcionamento, os preços dos bilhetes e as regras de visita mudam periodicamente — antes da visita, vale a pena consultar o site oficial do Ministério da Cultura e Turismo da Turquia. Os viajantes experientes aconselham a contratar um guia local ou a estudar antecipadamente a história das escavações, porque sem contexto os pilares em forma de T podem parecer mais modestos do que realmente são.

Para uma imersão mais profunda, aconselho combinar a viagem com uma visita aos monumentos vizinhos das «Colinas de Pedra» — sobretudo Karahan-Tepe, que abriu ao público no início da década de 2020 e permite ver mais um grande complexo de templos neolíticos com figuras antropomórficas em excelente estado de conservação. Em Şanlıurfa, não deixe de passear pelo bairro antigo, visitar os famosos lagos sagrados de Balyklygöl com carpas, ligados, segundo a lenda, ao profeta Abraão, e o tradicional mercado coberto de Kapalı Çarşı. A cidade oferece uma excelente cozinha regional: experimente o çi köfte, o lyahmajun, o mengi pilav e, especialmente, o gelado local com pistácios. Os melhores hotéis estão localizados em caravançarais históricos, transformados em hotéis boutique, e passar a noite num ambiente assim é, por si só, uma pequena viagem no tempo. É precisamente a consciência de que diante de si se encontra um templo construído por caçadores-coletores milénios antes da invenção da roda e da escrita que transforma a visita a Göbekli Tepe numa viagem inesquecível às origens da civilização humana e numa das atrações mais significativas da Turquia.

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Perguntas frequentes — Göbekli Tepe: o templo mais antigo do mundo em Şanlıurfa — guia da UNESCO Respostas às perguntas mais frequentes sobre o Göbekli Tepe: o templo mais antigo do mundo em Şanlıurfa — guia da UNESCO. Informações sobre o funcionamento, as possibilidades e a utilização do serviço.
Göbekli Tepe data aproximadamente de 9600 a.C., o que o torna quase seis milénios mais antigo do que Stonehenge e mais de sete milénios mais antigo do que as pirâmides egípcias. Trata-se do único complexo de templos conhecido pela ciência, erigido por caçadores-coletores antes mesmo do surgimento da agricultura, da cerâmica e da escrita. Foi precisamente por isso que o monumento alterou radicalmente as noções científicas sobre quando e por que razão as pessoas começaram a construir edifícios monumentais.
A colina foi avistada pela primeira vez durante uma missão de reconhecimento turco-americana já em 1963, mas foi erroneamente confundida com um cemitério medieval. A verdadeira descoberta ocorreu em 1994: o arqueólogo alemão Klaus Schmidt, do Instituto Arqueológico Alemão, reconheceu nos fragmentos de calcário que se projetavam do solo vestígios do Neolítico pré-cerâmico. As escavações sistemáticas começaram em 1995 e continuam até hoje, com a participação de cientistas turcos e parceiros internacionais.
A forma em T dos pilares é interpretada pelos investigadores como uma figura humana estilizada: em várias colunas distinguem-se braços, um cinto e uma faixa na anca, o que aponta para o caráter antropomórfico das imagens. Os relevos cobrem os pilares com baixos-relevos de raposas, cobras, javalis selvagens, grous, escorpiões e aranhas. As raposas são as mais frequentes e podem ter sido o símbolo totémico de uma das comunidades construtoras. Numa das estelas está representado um símbolo enigmático, semelhante a uma bolsa com alça — imagens semelhantes encontram-se na iconografia da Mesopotâmia e de outras culturas antigas.
As razões exatas para o «enterro» ritual continuam a ser um mistério. É evidente que o aterro foi intencional: os construtores cobriram as cercas com terra e entulho. Foi precisamente esta camada protetora que permitiu que as estelas de pedra se conservassem em excelente estado até aos dias de hoje. Alguns investigadores sugerem que se tratava de um ritual de «encerramento» do espaço sagrado, associado à transição da sociedade para um novo modo de vida.
«Taş Tepeler» («Colinas de Pedra») — um projeto científico que reúne vários sítios neolíticos do sudeste da Anatólia: Göbekli Tepe, Karahan Tepe, Sayas Tepe, Koryb Tepe e outros. Todos eles apresentam uma linguagem arquitetónica semelhante — pilares em forma de T, cercas circulares, relevos animalísticos —, o que atesta a existência de uma região cultural unificada com crenças e práticas rituais comuns. Göbekli Tepe não era um fenómeno isolado, mas sim parte de uma rede ramificada de centros rituais e sociais.
Os artefactos autênticos provenientes das escavações estão expostos no Museu Arqueológico de Şanlıurfa, situado na própria cidade. A peça principal é a estátua «Urfa Man», reconhecida como a mais antiga representação conhecida de um ser humano em tamanho real no mundo. O museu apresenta também baixos-relevos originais e uma reconstrução em tamanho real de uma das cercas. Recomenda-se vivamente visitar o museu em conjunto com uma visita à própria colina — sem ela, o contexto da cultura neolítica da região fica incompleto.
Estão abertas ao público quatro fortificações principais, designadas por A, B, C e D. A mais impressionante e bem preservada é a fortificação D, com os seus pilares centrais ricamente decorados. De acordo com dados de prospecção geomagnética, o número total destas estruturas na colina ultrapassa as vinte, mas a maioria ainda não foi escavada.
É permitido tirar fotografias normais no interior das escavações, sem qualquer restrição. Para voos com drones, é necessária uma autorização prévia da administração do monumento — o uso não autorizado é proibido. Os passadiços de madeira estão equipados com miradouros confortáveis, de onde se avistam vistas panorâmicas de todas as principais estruturas.
Klaus Schmidt avançou uma hipótese revolucionária: não foi a agricultura que deu origem aos templos, mas sim o contrário — a necessidade coletiva de construção e ritual levou os caçadores-coletores a tornarem-se sedentários. Para alimentar centenas de construtores que se reuniam junto ao monte sagrado, as pessoas começaram a experimentar com o trigo selvagem. Vários investigadores associam, de facto, a domesticação do trigo de grão único às comunidades concentradas em torno de Göbekli Tepe.
Traduzido do turco, «Göbekli Tepe» significa «colina barriguda» — era assim que os camponeses locais chamavam à característica forma arredondada da elevação muito antes de os cientistas terem percebido o seu significado histórico. A estela inacabada, com cerca de 50 toneladas, ainda se encontra na pedreira a algumas centenas de metros do complexo — nunca se conseguiu separá-la da rocha-mãe.
Sim, Göbekli Tepe foi incluído na Lista do Património Mundial da UNESCO em 2018 como um local de valor universal excecional. O estatuto da UNESCO impulsionou o desenvolvimento das infraestruturas: desde 2018, foi erguida sobre a escavação uma cobertura protetora em lona, feita de madeira laminada e tecido de membrana; foram instalados pavimentos de madeira; foi construído um centro de visitantes com um curta-metragem sobre as escavações; e foi organizado um serviço de transporte elétrico entre a entrada e a escavação.
Sim, vale a pena — mas os viajantes experientes recomendam vivamente que se prepare com antecedência ou que contrate um guia local. Sem compreender o contexto, os pilares em forma de T podem parecer mais modestos do que realmente são. Antes da viagem, é útil ver um documentário sobre as escavações ou ler pelo menos uma breve história da descoberta — assim, a visita transforma-se numa verdadeira viagem às origens da civilização humana.
Manual do usuário — Göbekli Tepe: o templo mais antigo do mundo em Şanlıurfa — guia da UNESCO Manual do usuário do Göbekli Tepe: o templo mais antigo do mundo em Şanlıurfa — guia da UNESCO com descrição das principais funções, recursos e princípios de uso.
As melhores épocas são a primavera (abril–maio) e o outono (setembro–outubro): a temperatura mantém-se entre os agradáveis 18–26 °C, e a luz do sol ilumina bem os relevos das colunas. No verão, na Anatólia Sudeste, o termómetro ultrapassa facilmente os 40 °C; por isso, em julho–agosto, venha logo à abertura ou mais perto do pôr do sol. Traga um chapéu, protetor solar e pelo menos um litro de água por pessoa, independentemente da estação do ano.
O principal centro de transportes é o aeroporto GNY (Şanlıurfa GAP), para onde há voos internos regulares a partir de Istambul e Ancara. Para os viajantes da Europa e dos países da CEI, é conveniente fazer uma escala em Istambul ou Ancara — os bilhetes para voos internos na Turquia são, em geral, económicos. Alugar um carro em Şanlıurfa permite combinar de forma flexível Göbekli Tepe com Karahan Tepe, Harran e outros monumentos da região numa única viagem.
Do centro de Şanlıurfa até ao monumento são cerca de 18 quilómetros por estrada asfaltada. De táxi, a viagem demora entre 25 a 30 minutos. Na época de verão, partem autocarros regulares da estação rodoviária central com destino ao parque arqueológico. À entrada, há um grande parque de estacionamento, uma zona de bilheteiras e um centro de visitantes. Há um autocarro elétrico que faz o trajeto entre o centro de visitantes e a escavação — a subida a pé sob o sol pode ser cansativa.
Antes de se dirigir ao sítio arqueológico, não deixe de visitar o centro de visitantes: aqui poderá comprar o bilhete, assistir a um curta-metragem sobre a história das escavações e ter uma ideia geral da dimensão do complexo. Isto enriquecerá significativamente a sua visita, especialmente se vier sem guia. Aqui também funciona um café com bebidas, petiscos leves e livros de divulgação científica de qualidade sobre o monumento.
O percurso pelas passarelas foi concebido para conduzir o visitante, de forma sequencial, através das quatro recintos abertos — A, B, C e D. Comece pelo recinto D: este é o que se encontra em melhor estado de conservação e apresenta os relevos mais ricos. Preste atenção aos detalhes: as mãos, o cinto e as faixas nas coxas dos pilares antropomórficos, bem como as imagens de raposas, cobras e javalis. Reserve entre 1,5 a 2 horas para visitar todos os miradouros. Use calçado confortável com biqueira fechada — o solo em torno das passarelas é pedregoso em alguns pontos.
Após as escavações, regresse à cidade e visite o Museu Arqueológico de Şanlıurfa: aqui encontram-se baixos-relevos autênticos, a estátua «Urfa Man» — a mais antiga representação conhecida de um ser humano em tamanho real — e uma reconstrução da cerca em tamanho real. O dia combinado (escavações pela manhã, museu após o almoço) demora cerca de 6 a 8 horas. Termine a noite com um passeio até aos lagos sagrados de Balyklygöl e um jantar na cidade velha: experimente o çi köfte, o lahmacun e o gelado local com pistácios.
Se tiver um dia extra, inclua no itinerário Karahan-Tepe — mais um grande complexo de templos neolíticos do projeto «Taş Tepeler», aberto ao público no início da década de 2020, com figuras antropomórficas em excelente estado de conservação. Se tiver um carro alugado, pode prolongar o itinerário até Diyarbakır ou Mardin e, se desejar, incluir Nemrut Dağı. Antes da viagem, verifique os horários de funcionamento e as regras de visita atualizados no site oficial do Ministério da Cultura e Turismo da Turquia, uma vez que estes mudam periodicamente.