Iasos — porto da Cária e mármore rosa na baía de Güllük

Iasos — um porto-tesouro da civilização caria na costa do Mar Egeu, na Turquia

Iasos (Iassos) — antiga cidade caria na costa da baía de Güllük (Güllük Körfezi), um dos monumentos arqueológicos mais pitorescos e subestimados da Turquia Egeia. Situada na província de Muğla, perto da atual aldeia de Kıyıkışlacık, Iasos atrai pela rara combinação de topografia antiga, edifícios helenísticos e romanos em excelente estado de conservação e pelo reconhecível mármore «rosa», que era extraído precisamente aqui e enviado para Roma, Alexandria e Constantinopla. Antigo porto próspero com uma rica história que remonta à época minóica, hoje recebe os viajantes com o silêncio dos olivais, o ruído do mar e o traçado perfeitamente legível da ágora, da bueluteria e do teatro romano. Este é um lugar para quem aprecia a antiguidade sem multidões e prefere pedras «autênticas» a fachadas reconstruídas.

História e origem

De acordo com fontes escritas, Yassos foi fundada no início do primeiro milénio a.C. por colonos do Peloponeso, vindos de Argos; no entanto, descobertas arqueológicas indicam que esta região já estava habitada na Idade do Bronze Tardia, por volta do século XV a.C. Nas escavações foram descobertas cerâmicas minóicas e artefactos micénicos, o que aponta para ligações antigas com Creta e a Grécia continental.

Na época clássica, Yasos fazia parte da Liga de Delos, liderada por Atenas, pagava o foros e participava ativamente no comércio do Egeu. A cidade passou várias vezes de mãos em mãos entre Atenas, Esparta e os persas durante a Guerra do Peloponeso e após esta. No século IV a.C., Yasos integrou-se na satrapia da Cária, sob o domínio da dinastia dos Hecatómnidas, com centro em Halicarnasso.

O apogeu helenístico

Após as campanhas de Alexandre, o Grande, Iassos viveu um verdadeiro apogeu: tornou-se o porto mais importante do Mediterrâneo Oriental, centro de extração e trabalho do famoso mármore de Iassos (lapis Iassensis) — mármore com uma característica coloração rosa-acastanhada e textura ondulada, apreciado em todo o mundo antigo. Esta pedra foi utilizada na construção das termas romanas de Caracalla, no revestimento das basílicas de Constantinopla e, mais tarde, até nos palácios venezianos. As receitas provenientes do mármore permitiram à cidade erguer poderosas muralhas, uma ágora, um bouleuterion, ginásios e santuários.

Yassos é mencionada nos decretos dos reis helenísticos e gozava do estatuto de «cidade livre» sob os selêucidas, os ptolomeus e os attalidas. Manteve um papel fundamental sob o domínio romano, integrou a província da Ásia e continuou a fornecer mármore para projetos imperiais até aos séculos III–IV d.C.

Bizâncio e Idade Média

No período bizantino, Yasos transformou-se num bispado, integrado na metropolia da Cária. No território da cidade foram construídas várias basílicas cristãs, e parte dos templos antigos foi adaptada para servir de igrejas. A cidade sobreviveu às incursões árabes dos séculos VII–VIII, mas nos séculos XII–XIII entrou em decadência e ficou desabitada. Após a conquista da região pelos turcos e otomanos, surgiu no local de Jasos uma pequena aldeia de pescadores chamada Asin Kurin, que existiu até ao início do século XX.

Escavações atuais

As escavações sistemáticas em Yasos são realizadas por uma missão arqueológica italiana desde 1960, sob a égide da Universidade de Bolonha. Ao longo de meio século, foram descobertos a ágora, o bouleuterion, o santuário de Artemis Astias, o teatro romano, o acrópolo, basílicas bizantinas primitivas e extensas necrópoles. Parte dos achados está exposta no lapidário local — um pequeno museu ao ar livre — e no Museu Arqueológico de Bodrum.

Destacamos especialmente o contributo da missão liderada por Doris Levy e, posteriormente, por Fela Necheldiar-Bollini: graças ao seu trabalho, foi restabelecida a sequência cronológica da construção, foram identificadas camadas minóicas e descritos monumentos epigráficos. No território de Yassos foram encontradas mais de 200 inscrições em grego, incluindo fragmentos de hinos em honra de Artemis Astias e decretos honoríficos. Estes testemunhos epigráficos transformam Yassos numa das cidades antigas mais «sonoras» da região: cada pedra fala literalmente com a voz da sua época.

O mármore de Iasos e o seu destino

O mármore rosa-branco de Yassos tornou-se o cartão de visita da cidade. As pedreiras situavam-se a alguns quilómetros a norte da pólis; os blocos extraídos eram transportados até ao porto por estradas especialmente construídas para o efeito e carregados nos navios. A cor da pedra varia entre o rosa quente e o cinzento-lilás, e a sua textura ondulada é bem visível quando polida. Este mármore foi utilizado nos templos de Éfeso, Pérgamo e Afrodisias e, na época romana, nos palácios dos imperadores e nos edifícios públicos da capital. Os arquitetos bizantinos deram continuidade à tradição, e é possível encontrar colunas de mármore de Jasos na Basílica de Santa Sofia, em Istambul.

Arquitetura e o que ver

Yassos está dividida em dois espaços distintos: a cidade costeira com a ágora e os edifícios públicos e a acrópole na península rochosa que se projeta para o mar. Entre elas, encontra-se a antiga rua pavimentada grega e fragmentos das muralhas da fortaleza.

A ágora e o bueleterion helenístico

A ágora de Jasos é uma ampla praça retangular, rodeada por colunatas com colunas dóricas e jónicas. Ao longo da sua borda estende-se um longo friso com relevos representando guirlandas e máscaras — um motivo helenístico característico. No lado norte da ágora encontra-se o bueluterion — o edifício do conselho municipal, em excelente estado de conservação: são visíveis as fileiras de bancos de pedra, a orquestra e a parede inferior do palco. Este é um dos melhores exemplos de bueluterions da região do Egeu.

Santuário de Artemis Astias

O principal edifício de culto de Jasos era o santuário de Artemis Astias — padroeira da cidade. Conservam-se os alicerces do templo, o altar e fragmentos de colunas. De acordo com as inscrições, em honra de Artemis realizavam-se procissões anuais, competições desportivas e concursos de poesia. No território do santuário foram encontradas estelas votivas e numerosas oferendas — estatuetas, cerâmica e moedas.

Teatro romano e acrópolis

Na parte sul da cidade encontra-se o teatro romano, construído nos séculos I–II d.C. no local de um antigo teatro helenístico. O teatro tinha capacidade para cerca de 4500 espectadores e conserva as fileiras inferiores de bancos, bem como parte do palco. Das escadarias, tem-se uma vista para a baía e para a margem oposta. A acrópole na península está protegida por muralhas maciças com torres e estava ligada ao continente por um estreito istmo — trata-se de uma fortaleza natural, idealmente adaptada à defesa.

Basílicas paleocristãs

Na época bizantina, no local do antigo porto, surgiram duas basílicas (as chamadas Oriental e Ocidental). No chão de uma delas, conservou-se um mosaico com motivos geométricos e vegetais. As dimensões dos templos e a qualidade dos acabamentos atestam que Yassos permaneceu economicamente ativo, pelo menos até aos séculos V–VI d.C.

Necrópole e sarcófagos

As encostas norte das colinas em torno de Yassos são ocupadas por uma extensa necrópole das épocas helenística e romana. Aqui podem ser vistos sarcófagos de mármore, câmaras funerárias e estelas com epitáfios. Muitos sarcófagos são feitos de mármore rosa local e decorados com relevos em forma de guirlandas, cabeças de touro e máscaras. Parte das lápides foi transferida para o lapidário, enquanto as restantes permanecem no local — podem ser visitadas a qualquer momento.

Achados subaquáticos

Nas águas costeiras junto ao acrópolo, sob determinada iluminação, são visíveis fragmentos submersos de cais, paredes de atracação e pilares. Parte da cidade ficou submersa em resultado de tremores sísmicos e da subida do nível do mar. Os mergulhadores podem ver os contornos das ruas submersas e blocos de grandes edifícios a uma profundidade de 2 a 4 metros. É proibida qualquer fotografia subaquática e recolha de objetos: a zona aquática foi declarada zona arqueológica protegida.

Factos interessantes e lendas

  • Segundo o mito, o fundador da cidade veio de Argos e trouxe consigo um pastor, profeta de Apolo, para que este escolhesse o local para o novo povoado; o local foi indicado pelos golfinhos.
  • O mármore de Iassos, lapis Iassensis, com o seu característico tom rosado, era apreciado em todo o Mediterrâneo e era exportado até ao Norte de África.
  • Em Iassos nasceu o filósofo Hecateu de Abdera (segundo outras fontes — Hecateu de Iassos), embora a tradição sobre a sua pertença precisamente a esta cidade seja controversa.
  • A cidade sofreu duas vezes com terramotos; um deles, no século V, destruiu parcialmente as muralhas da acrópole, que foram restauradas pelos bizantinos.
  • Na aldeia vizinha de Kıyıkışlacık ainda hoje é possível ver sarcófagos antigos, utilizados pelos habitantes locais como bebedouros ou fundações de casas.
  • Nas águas da baía de Güllük encontram-se regularmente restos de naufrágios dos períodos helenístico e romano; algumas descobertas estão expostas no Museu de Arqueologia Subaquática de Bodrum.
  • No século IV a.C., segundo Políbio, os habitantes de Yasos conseguiram obter do sátrapa persa o direito de cunhar a sua própria moeda — as tetradracmas de prata de Yasos, com a imagem de Apolo e de um golfinho, são consideradas uma raridade numismática.
  • Nas igrejas da Yasos bizantina foram descobertas inscrições de doações feitas por damas da nobreza, o que atesta a ativa filantropia feminina na época paleocristã.

Como chegar

Yassos fica a cerca de 25 km a sudoeste da cidade de Milas (província de Muğla). O aeroporto mais próximo é o de Milas–Bodrum (BJV), a 35 km. A forma mais conveniente de chegar é de carro alugado: a partir da estrada D330 ou D525, há sinalização para Kıyıkışlacık. A estrada é bonita, passando por olivais e pequenas colinas.

De Bodrum sem carro: autocarro até Milas, de lá um dolmuş até Kıyıkışlacık. Da aldeia até ao sítio arqueológico são 5 a 10 minutos a pé. Na época de verão, é possível fazer passeios marítimos em guletas a partir de Bodrum ou Gülük, com paragem em Yassos. Se estiver a planear um itinerário pelas «cidades antigas da Cária», faz sentido combinar Yassos com Labranda, Euromos e Stratonicea.

Dicas para o viajante

A melhor altura para visitar é entre março e maio e entre outubro e novembro, quando não faz calor e a região está coberta de flores primaveris. No verão, o sol é forte e há pouca sombra, por isso leve um chapéu, protetor solar e água suficiente. O passeio pela zona antiga demora 2 a 3 horas; para subir à acrópole, é obrigatório usar calçado fechado, pois a acrópole está repleta de pedras soltas.

Em Kıyıkışlacık há vários restaurantes simples que servem marisco; não deixe de provar o peixe grelhado local e a salada meze. Um equipamento fotográfico vai dar jeito: as paisagens de Yassos com as colunas à beira-mar são especialmente impressionantes ao pôr-do-sol. O bilhete de entrada é simbólico e paga-se na bilheteira com a placa «Ören Yeri». Se tiver sorte, poderá visitar o local num dia em que a missão arqueológica italiana esteja a trabalhar — por vezes, os próprios cientistas respondem de bom grado às perguntas dos visitantes. Leve consigo um bloco de notas: no local, é difícil memorizar todas as inscrições e a disposição das construções, e não há muitos painéis informativos no recinto.

Combine a visita a Yassos com a visita às antigas Labranta (templo montanhoso de Zeus) e Milas (antiga Milas com os portões de Baltas e a colunata de Uzun Yol). Para os amantes de desportos aquáticos, a baía de Güllük é um paraíso: águas quentes, enseadas cristalinas e uma abundância de destroços antigos no fundo do mar. Se planeia um itinerário de dois ou três dias pela Cária, pode adicionar a Iasos Euromos (o impressionante templo de Zeus com uma dezena de colunas ainda de pé), a antiga Estratoniceia e a fortaleza de Beçin. Todas elas ficam num raio de uma hora de carro e, juntas, formam uma espécie de «triângulo da Cária» da história antiga.

Resumindo: Iasos é uma joia pouco conhecida da costa do Mar Egeu, onde poderá desfrutar de uma experiência antiga completa, sem barulho nem agitação, e onde a antiga Iasos revela lentamente os seus segredos aos viajantes dispostos a afastar-se dos circuitos turísticos habituais.

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29 abril 17:48
Perguntas frequentes — Iasos — porto da Cária e mármore rosa na baía de Güllük Respostas às perguntas mais frequentes sobre o Iasos — porto da Cária e mármore rosa na baía de Güllük. Informações sobre o funcionamento, as possibilidades e a utilização do serviço.
O mármore de Iasso — o famoso lapis Iassensis — era extraído em pedreiras a norte da cidade. Caracteriza-se por um tom quente rosa-acastanhado e por uma textura ondulada, bem visível após o polimento. O mundo antigo valorizava muito esta pedra: foi utilizada na construção das Termas de Caracalla em Roma, das basílicas de Constantinopla e de palácios por todo o Mediterrâneo. É possível encontrar colunas de mármore de Yassos na Basílica de Santa Sofia, em Istambul. No próprio sítio arqueológico, são visíveis numerosos sarcófagos e fragmentos arquitetónicos feitos deste mesmo material.
Não, Yassos não faz parte da lista do Património Mundial da UNESCO. No entanto, trata-se de uma zona arqueológica protegida na Turquia, e as escavações decorrem sob a égide oficial da missão italiana da Universidade de Bolonha desde 1960. O estatuto da UNESCO de locais vizinhos — por exemplo, Éfeso — atrai um grande fluxo de turistas para lá, enquanto Yassos continua a ser um local tranquilo e pouco frequentado.
O preço do bilhete de entrada é simbólico e deve ser pago numa pequena bilheteira com a placa «Ören Yeri» à entrada do local. É aconselhável verificar o preço exato imediatamente antes da visita, uma vez que os preços dos museus públicos na Turquia são revistos periodicamente. Os titulares do cartão Museum Pass Türkiye e as categorias com direito a descontos (crianças, estudantes, reformados) beneficiam tradicionalmente de descontos ou têm entrada gratuita — verifique no local.
Mergulhar é tecnicamente possível — a água na baía de Güllük é quente e límpida. A uma profundidade de 2 a 4 metros, avistam-se fragmentos submersos de muros de cais, pontões e grandes blocos: parte da cidade ficou submersa devido a deslocações sísmicas e à subida do nível do mar. No entanto, a zona aquática foi declarada zona arqueológica protegida: a filmagem subaquática é proibida e qualquer recolha de objetos do fundo do mar constitui um ato punível criminalmente pela legislação turca.
Parte dos achados está exposta num pequeno lapidário — um museu ao ar livre situado no próprio local das escavações. Os objetos mais significativos — inscrições, esculturas, pequenas peças de escultura e artefactos de expedições subaquáticas — foram transferidos para o Museu Arqueológico de Bodrum e para o Museu de Arqueologia Subaquática de Bodrum. Este último é um dos melhores do mundo no que diz respeito a achados subaquáticos, e vale a pena visitá-lo separadamente, se estiver interessado na história da costa da Caria.
A visita à parte principal da cidade — a ágora, a bouleuterion, o teatro e o santuário — não requer grande esforço: o terreno é bastante plano. A subida à acrópole é mais difícil: há pedregulhos, pedras irregulares e trechos íngremes. Para a acrópole, é obrigatório o uso de calçado fechado com sola antiderrapante. Recomenda-se aos viajantes com mobilidade reduzida que se limitem à parte baixa da cidade — esta é igualmente rica e interessante.
Sim, trata-se de um fenómeno local bem conhecido. Na aldeia de Kıyıkışlacık é possível encontrar, de facto, sarcófagos de mármore das épocas helenística e romana, que os habitantes adaptaram para fins domésticos — como bebedouros ou elementos de fundações. Não se trata de uma encenação de museu, mas sim de um vestígio vivo de uma história secular, numa época em que o valor do mármore esculpido não era reconhecido no contexto quotidiano. Atualmente, este tipo de utilização dos artefactos é proibida, mas os sarcófagos que já se integraram na vida quotidiana são preservados.
Desde 1960, uma missão arqueológica italiana, sob a égide da Universidade de Bolonha, realiza escavações sistemáticas. Durante a época de escavações (normalmente na primavera e no verão), parte da equipa trabalha diretamente no local. Segundo relatos de visitantes, os cientistas respondem frequentemente de bom grado às perguntas, desde que não estejam ocupados com o trabalho de campo nesse momento. Trata-se de uma oportunidade rara, difícil de planear com antecedência, mas que vale a pena ter em conta.
A principal diferença é a ausência de turismo de massa e a intervenção mínima de restauração. Enquanto em Éfeso se caminha por uma rua de mármore restaurada no meio de multidões de turistas, em Yassos caminha-se sobre pedras autênticas, quase em total solidão. Além disso, Yassos é único pela sua topografia marítima: a acrópole na península, as ruínas submersas na baía e a animada aldeia piscatória nas proximidades criam a sensação de um local que não se transformou numa atração turística. Uma característica específica é o mármore rosa local, que em mais nenhum outro lugar foi extraído em tal escala.
Na aldeia de Kıyıkışlacık existem vários pequenos restaurantes especializados em marisco — o peixe grelhado e os petiscos (meze) são considerados aqui particularmente bons. As opções de alojamento na própria aldeia são limitadas, mas nas proximidades encontram-se Güllük e Milas, com uma escolha mais variada de hotéis. Para uma viagem confortável de dois ou três dias pela Cária, o mais conveniente é ficar em Milas ou Bodrum e fazer passeios de um dia.
É conveniente incluir Yassos num itinerário pelo «triângulo da Caria»: todos os locais de interesse encontram-se num raio de uma hora de carro. Recomendam-se, em primeiro lugar, Euromos, com o seu templo de Zeus em excelente estado de conservação, Labranda — um templo montanhoso na encosta de uma colina com uma atmosfera especial — e Stratonikeia, com a fortaleza de Bechin. Um pouco mais longe fica a antiga Milas, com os Portões de Baltas. Os amantes da história marítima podem complementar o itinerário com uma visita ao Museu de Arqueologia Subaquática em Bodrum.
No século IV a.C., os habitantes de Jasos conseguiram que o sátrapa persa lhes concedesse o direito de cunhar a sua própria moeda. As tetradracmas de prata com a imagem de Apolo e de um golfinho são consideradas uma raridade numismática e aparecem em grandes catálogos de leilões. É estritamente proibido exportar da Turquia quaisquer moedas e artefactos autênticos — trata-se de um crime penal. Se se interessa por numismática, consulte catálogos de colecionadores legais e exposições em museus.
Manual do usuário — Iasos — porto da Cária e mármore rosa na baía de Güllük Manual do usuário do Iasos — porto da Cária e mármore rosa na baía de Güllük com descrição das principais funções, recursos e princípios de uso.
Os meses ideais são março a maio e outubro a novembro: temperaturas agradáveis, vegetação em flor ao redor das ruínas e poucos turistas. No verão (junho–agosto), o calor é intenso e há pouca sombra no local — leve um chapéu, protetor solar e água em quantidade suficiente. No inverno, o local está tecnicamente aberto, mas as precipitações podem dificultar a visita à acrópole.
A forma mais prática de chegar é de carro alugado: a partir de Milas, pela estrada D330 ou D525, há sinalização para Kıyıkışlacık; a viagem demora cerca de 30 minutos. O aeroporto mais próximo é o de Milas–Bodrum (BJV), a cerca de 35 km. Sem carro: autocarro de Bodrum para Milas, depois dolmuş até Kıyıkışlacık. Na época de verão, é possível fazer passeios de barco em guletas a partir de Bodrum ou Güllük com paragem em Yassos — verifique os horários junto dos operadores turísticos locais.
A bilheteira («Ören Yeri») fica à entrada do recinto. Compre o bilhete e comece pela parte baixa da cidade — a ágora e os edifícios adjacentes. É aqui que se concentram as construções helenísticas mais bem preservadas. Leve consigo um bloco de notas ou tome notas no telemóvel: há poucos painéis informativos no recinto e é fácil perder-se na cronologia dos edifícios.
A Ágora — uma ampla praça retangular com colunas e frisos — define a escala da cidade. O Bouleuterion, no lado norte da Ágora, está particularmente bem conservado: observe as fileiras de bancos e a orquestra. Perto dali — os alicerces do santuário de Artemis Astias, com um altar e fragmentos de colunas. Preste atenção às inscrições diretamente nas pedras: Jasos é uma das cidades antigas da região mais ricas em epigrafia.
Antes de subir à acrópole, certifique-se de que usa calçado fechado com sola antiderrapante — na península rochosa há muitos pedregulhos. No caminho para a acrópole encontra-se um teatro romano dos séculos I–II d.C.: observe as fileiras inferiores de bancos e os vestígios do palco; dos degraus tem-se uma vista sobre a baía de Güllük. Na acrópole, são bem visíveis as imponentes muralhas com torres e a topografia marítima natural da fortaleza.
Um pequeno lapidário — um museu ao ar livre — reúne inscrições, relevos e fragmentos escultóricos encontrados durante as escavações. Em seguida, dirija-se às encostas norte das colinas, onde se encontra um extenso necrópolo: aqui conservam-se sarcófagos de mármore em pedra rosa local, decorados com relevos, e estelas funerárias com epitáfios. Esta parte do percurso pode ser visitada a qualquer hora do dia — não está vedada.
Após duas ou três horas nas escavações, desça até à aldeia de Kıyıkışlacık: aqui vale a pena almoçar ou jantar num dos pequenos restaurantes de marisco — o peixe grelhado e os petiscos (meze) são especialmente bons na época certa. Ao pôr do sol, as paisagens de Yassos com as colunas costeiras são particularmente impressionantes — um bom motivo para não se apressar. Se planeia continuar a rota, reserve o dia seguinte para Euromos, Labraunda ou Stratonicea — todas a uma hora de carro.